O cobre é um elemento que ocorre naturalmente em praticamente todo ambiente, bem como nos organismos. No corpo humano é participa no metabolismo celular, transporte de ferro e constituinte de diversas enzimas: i) Amino oxidases (responsáveis pela oxidação de aminas), ii) Ascorbato oxidases (oxidação do ácido ascórbico); iii) citrocromo oxidase (atual juntamente com grupos heme na etapa final de oxidação), e iv) Galactose oxidase (oxidação de um grupo -OH a -CHO no monossacarídio galactose). O cobre também é importante na i) Lisina oxidase, que controla a elasticidade das paredes da aorta, ii) Dopamina hidroxilase, que atual sobre as funções cerebrais, iii) Tirosinase, que influencia a pigmentação da pele, iv) Ceruloplasmina, que atua no metabolismo do ferro.

Esse elemento é amplamente usado pelo homem tanto na indústria quanto na agricultura. Por isso, o seu uso representa problemas sérios de contaminação para o ambiente, principalmente dos corpos hídricos.

A contaminação por cobre causa no homem uma disfunção genética fata conhecida como Doença de Wilson. O processo de contaminação geralmente ocorre em feto cuja mãe apresenta altas concentrações de cobre no organismo. A Doença de Wilson provoca um acúmulo excessivo desse elemento essencial no organismo. Em pessoas saudáveis o excesso de cobre presente em alimentos é eliminado, mas nos doentes de Wilson ocorre uma bioacumulação. Infelizmente, o excesso de cobre ataca o fígado e o cérebro, provocando hepatite e sintomas neurológicos e psiquiátricos.

Uma forma de diagnosticar os pacientes com a Doença de Wilson são os anéis

Fonte: clube da Química

pigmentados na córnea, conhecidos como “anéis de Kayser-Fleischer”.  Os aneis podem ocorrer nas colorações marrom-dourada, marrom- esverdeada, amarelo-esverdeada, amarelo-dourada ou bronze da membrana de Descemet na região perilímbica da córnea

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clube da Química